quinta-feira, 19 de novembro de 2020

O fim das eleições e a eleição sem fim.


Compra de votos, coação, ameaças, caixa dois, festas, sujeira e circo são facetas de uma eleição desastrosa que, infelizmente, a maior parte da população ainda não consegue enxergar, porém os que participam ativamente de um pleito eleitoral e são guiados pela ética, honestidade e política, no mais puro do seu significado, ficam enojados.

Tivemos recentemente, em todo o território nacional, as eleições municipais, que apesar de mais restritiva em suas regras e leis, muitos ainda estão em uma corrida desenfreada onde vale tudo por um voto. É triste contemplar essas atrocidades, cujo fim é uma conta gigantesca para os cofres públicos, além do prejuízo causado pelo despreparo que será pago por todos, tanto pelos que se abstêm da responsabilidade quanto por aqueles votam ou anulam. Porém o maior de todos os prejuízos que podemos ter são as eleições eternas, que perduram durante todo o mandato daqueles que assumem os cargos disputados, os que não foram eleitos se revoltam e ao invés de cobrar com responsabilidade, cumprindo o papel de um cidadão, tornam-se revolucionários em busca de vingança, rechaçando cada passo do governo como se tudo fosse ruim, mal feito e roubo, tratando os eleitores como gados em um pasto, ou burros inconsequentes, ao passo que os que assumem, passam o tempo todo tentando se defender das acusações implacáveis e insanas na busca de uma reeleição ainda distante.

Quem perde com uma eleição que nunca acaba?

Obviamente são os mesmos que sempre perdem, nós, a população que ainda acredita que as coisas estão mudando e que em breve teremos mais justiça social, que os governantes deixarão de se preocupar tanto com o poder e que espera o olhar atento para uma sociedade que urge por providencias.

Não necessitamos de oposição e situação, não queremos viver em uma democracia onde um lado critica tudo, até o que é bom, nem tampouco aqueles que bajulam exacerbadamente a ponto de elogiar até o que não presta.

Precisamos fazer com que a eleição acabe no momento em que o resultado é anunciado. Aos que não alcançaram seu objetivo, continuem fazendo o seu papel de cidadão em busca de uma vida melhor e mais ampla para todos, os que venceram, por favor, pensem em eleições apenas no segundo semestre do ultimo ano de mandato, pois precisamos de comprometimento e não seres enlouquecidos que se detonam e explodem toda uma sociedade por mera vaidade.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Mundo utópico, realidade possível!

 


Imaginem um mundo onde as coisas dão certo, onde tudo é quase perfeito, boa saúde, educação privilegiada, onde o mínimo é mais que o suficiente e a violência tem preguiça de atuar. Pois é, esse é nosso mais profundo desejo, porém o que vemos é o ser humano deixando a cada dia a essência do humano que existe em seu ser, subvertendo a vida em seus pensamentos até externar em atitudes o estado sombrio que se torna seu coração. Vemos políticos que tem nas mão a chave do bem comum, mas em comum tem apenas o desejo insaciável de poder, de absolutismo sórdido e busca da autoafirmação, a soberania em riquezas e o brilho ególatra por conquistas egocêntricas matando as massas em um genocídio planejado. Vemos ministros religiosos sufocando os fieis com pecados que só os que não estão nos altares têm que deixar, extraindo a cada dia a riqueza da mais profunda pobreza, pobreza que aprisiona, não apenas financeiramente, mas também na alma, nos pensamentos que são proibidos de ter, pois é proibido pensar, onde seguir, cega e subservientemente, é a única lei para os que buscam o que nunca alcançarão.

E se fosse diferente?

Se as religiões se unissem, não em crenças, por assim dizer, mas em atitudes de desprendimento para socorrer e não para serem socorridos, para tirar da miséria ao invés de propagá-la, se os ministros fizessem dez por cento do que apregoam aos quatro ventos, se acreditassem piamente em suas próprias palavras e se a autoajuda dos templos se transformasse em ajuda automática às vitimas desse mundo viu, seria possível começar a cogitar o mundo pretenso por todos.

Se políticos deixassem de marginalizar a política com seus atos, não haveria temor, não haveria reservas para que pessoas realmente honestas e de bem, com objetivos que atinjam a todos, entrassem e concorressem, tornando-se a realidade que almejamos, sem medo de manchar sua história pelos erros alheios. Seria possível que a política deixasse de ser um covil de ladrões transformando-se no ápice do bem comum, onde buscar meios de facilitar a vida de seu povo seja a meta principal. Seria mais fácil viver em um mundo onde o presidente não fosse inimigo do mundo, como se todos estivessem do lado oposto, onde prefeitos, vereadores, deputados, governadores e senadores fossem de um só partido, mesmo que distribuídos em tantos outros, o povo, esse é o partido.

Parece impossível e inalcançável, mas mesmo que pareça utópico e em grande parte é, não é impossível, não é inalcançável, existe um responsável para que isso ocorra, existe quem corra para que isso aconteça, existe alguém que pode mudar nossa história. Sabe quem?



sexta-feira, 26 de junho de 2020

Tecnologia que mata

Diante de uma situação terrivelmente assustadora para uns e, infelizmente, divertida para outros tantos, que desdenham de um dos piores momentos na historia recente do país, fomos obrigados a fazer uso de ferramentas pouco ou totalmente desconhecidas por grande parte das pessoas.

O tão falado home Office tem pregado muitas peças em grande parte de seus utilizadores, mesmo entre os jovens, alguns se esquecem de desligar o audio da câmera, outros o vídeo, e os que não utilizam vídeo conferencia, da mesma forma enfrentam dificuldades tecnológicas. Ao acompanhar as sessões das câmaras municipais e aulas online país a fora, pude ver ações bizarras, para dizer o mínimo. São deputados deitados ainda de pijama, professores em aulas coletivas que aparecem seminus, entre tantos casos mais leves e outros mais agressivos.

Fato é que ninguém e obrigado a, de uma hora para outra, tornar-se mestres em tecnologia, porém não custa muito ler, assistir a tutoriais e no mínimo ficar atento ao trabalho que está sendo desenvolvido e ao decoro.

Na ultima terça-feira 23 ,em Bragança Paulista, durante a 21ª sessão ordinária de 2020 em um surto diante dessa tecnologia que mata, após se esquecer de desligar a transmissão do vídeo, o vereador Ditinho Bueno foi visto manuseando e cheirando uma calcinha vermelha, que segundo ele (Ditinho) “recebeu de um amigo, em forma de brincadeira, uma calcinha comestível, produto de um sex shop”. Após o fato ter viralizado nas redes estão acontecendo manifestações publicas invocando o uso do regimento interno para punir o vereador. Sem fazer juízo de valor e focando apenas no que diz respeito ao exercício da função, posso concluir que sendo uma calcinha ou qualquer outro objeto, telefone ou televisão que tire dos vereadores a atenção necessária para a realização do trabalho teria o mesmo peso no caso, infelizmente foi uma calcinha, que em minha opinião não deveria ser considerada tabu nesse período da historia. Não acredito que este acontecimento possa ser usado, não apenas contra o vereador em questão, como também contra qualquer outro para descredibilizar sua atuação enquanto vereador, pois para dizer que um ou outro não deveria estar na função ou que faz um trabalho ruim, é necessário ir a fundo, pelo menos nos últimos quatro anos, para só então realizar o juízo de valor e posso garantir que se fizermos isso uma calcinha no vídeo será o menor problema dessa câmara.

Outro ângulo possível

Após um longo período de quarentena, que nos obrigou a ficar em casa durante muitos meses, o comercio e locomoção começaram a ser flexibilizados, certo ou errado, no período certo ou não, assim estamos hoje. Em uma loja onde trabalham 25 funcionários, medidas de prevenção rígidas foram impostas.

Qual o motivo de, após a flexibilização da quarentena, ainda termos sessões virtuais?

Será mesmo que uma câmara municipal, que possui bem menos funcionários que uma grande loja, não pode se adequar as medidas de prevenção?

Será que casos como esse, acima citado, aconteceriam em um dia de trabalho normal e presencial?

É fácil julgar, mais fácil ainda é esconder os próprios erros, por não terem sido filmados e atacar de forma covarde, não um vereador, mas um ser humano, com isso não quero eximir de culpa o vereador, quero dizer que o erro, além de falta de conhecimento da tecnologia, é a desatenção o estar presente sem, de fato, estar presente.

Que o caso nos sirva de lição, que fiquemos atentos as nossas obrigações e que nenhum desvio de atenção nos comprometa e nos coloque na mira de línguas tendenciosas, oportunistas e soberbas de pessoas que nunca erram.

Sem mais, foi tão somente engraçado.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Prefeito de Bragança Paulista retira PLC que reajustaria os salários dos servidores municipais


Em conversa com o vereador Ditinho Bueno, o Programa Botecando apurou que a retirada do PLC 5/20 esta diretamente ligada ao estado de calamidade, decretada pelo Governo Federal e Estado de emergência decretado pelo Governo Estadual.
Entenda
Estado de calamidade pública

Decretado pelo Governo Federal. Acontece quando algum desastre, natural ou não, afeta uma região, comprometendo substancialmente seu poder de resposta. Esse status permite que o governo faça compras emergenciais sem a realização de licitações e ultrapasse as metas fiscais previstas para custear ações de combate ao problema.

Estado de emergência

Quem decreta são prefeitos e governadores, geralmente orientados por órgãos de monitoramento meteorológico e da defesa civil quando algum desastre, natural ou não, afeta uma região, comprometendo parcialmente o poder de resposta do governo. O estado tem duração indeterminada e se caracteriza pela iminência de danos à saúde e aos serviços públicos.

A diferença entre essa situação e a calamidade pública é que, no primeiro cenário, os problemas ainda não aconteceram.
Em ambos os casos são permitidos gastos acima do previsto, como também contratações de emergência e cortes de despesas com pessoal, logo o reajuste fica prejudicado de forma tornar-se inconstitucional. Não há, porém, clareza se essa determinação torna-se permanente ou apenas temporária, voltando a pauta logo que a situação seja normalizada.
Minha humilde opinião:
Passamos o tempo todo pedindo e clamando para que os salários dos servidores em cargos eletivos sejam cortados ou reduzidos, clamamos também para que o fundo eleitoral seja utilizado no combate ao COVID-19, seria então, por mais estranho que pareça, vindo de um funcionário público, não aceitarmos de pronto essa medida, dado o fato de sermos os primeiros agentes revoltos com os gastos públicos e aclamadores de tomadas de decisões em favor da saúde pública.
É hora de nos mantermos vivos e saudáveis, voltando a lutar e vociferar nossos direitos quando tudo isso passar e nossas vidas estiverem seguras.

segunda-feira, 23 de março de 2020

A eminência do fim do mundo, será?


Muitas teorias se formam em maio ao caos. Pessoas de todas as partes do mundo falam em conspiração, castigo e o agir de Deus, será mesmo assim?

Sabemos que somos seres dotados de inteligência, logo não temos instinto e sim reflexos, porem vamos chamar de instinto de sobrevivência tudo oque o medo nos causa. O medo é uma sensação gerada a partir de situações de perigo ou da preocupação de que algo aconteça de forma antagônica ao previsto. Ele pode causar o estresse, a ansiedade e sensações de “luta ou fuga” – luta para enfrentar essas situações e fuga para ficar bem longe delas. Vamos nos ater a luta e fuga.

Luta

Em vias de destruição eminente – que não é o caso – tentamos inconscientemente encontrar motivos lógicos e sensatos para o que está acontecendo, por isso buscamos na filosofia, psicologia e principalmente na fé, um refresco que nos possibilite enfrentar de forma honrosa.

Fuga

Buscamos especificamente na fé não nos sentir responsáveis pela situação, com isso dizemos que está escrito, que Deus não se deixa escarnecer, que é dele toda a vingança e tantas outras coisas do tipo. É normal e compreensível, porém pode não ser bem assim.

Esses pensamentos, infelizmente revelam o pior de nós, pois tentam justificar a nossa frieza em pensar que é necessário, que somos os únicos salvos, que temos que passar por isso, que Deus não se importa em matar justos para punir ímpios, que avisamos, que todos os outros estão no inferno apenas porque não compartilham da nossa fé. Chegamos ao ponto citar textos totalmente fora de contexto para afirmar nossa tese e pensamentos, usamos texto da lei sem levar em conta os apedrejamentos e tantas outras barbáries cometidas na antiguidade, como genocídios e assassinatos justificados pela fé. Eu, em contrapartida, prefiro pensar diferente. Deus diz que não ama, diz que é o próprio amor.

Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:7-8

Como um Deus que se refere a si mesmo como sendo O AMOR, poderia se valer de tanta dor, sentida por tantos inocentes, apenas para afirmar sua justiça, como se fosse um adolescente com birra de seres tão pouco evoluídos, e, como o próprio Jesus disse que nós não sabemos o que fazemos?

Ele não se importa com tolos, e se fossem importantes trataria direto com eles como fez com os mentirosos, Ananias e Safira V, relatados por Paulo, sem causar danos aos justos, se é que existem.

É o fim do mundo!

Não, não é! É apenas mais uma de tantas lições que enfrentaremos. Ninguém está preparado para ser julgado.

Não julgueis para não ser julgados.
Ame ao seu próximo como a ti mesmo.
Doe-se aos pobres.

Acredito que não temos feito nem essas coisas, muito menos as outras tantas que nos são exigidas.

Ainda temos muito o que aprender, ainda temos muito a dar, ainda temos que parar de julgar, temos que parar de nos sentir melhores que os outros por causa de nossa fé, temos que parar de idolatras, não apenas ídolos de barro, como diz a bíblia, mas também a pastores, evangelista e tantos outros grandes artistas pseudocrístão, que rondam a fé das pessoas em busca de benefício próprio.

Temos muito que apender, temos muita humildade para declarar, temos muito que amar e Deus sabe disso.

Ele está triste e não se vingando.

terça-feira, 17 de março de 2020

A voz do virús (opinião)

Noticias desconfortáveis nos atordoam a todo o momento, mortes por todo o mundo e milhares de infectados em uma das maiores proliferações de um vírus de todos os tempos.

Além de todas as preocupações temos visto inúmeras discussões rasas e embates que nada contribuem para o bem-estar de todos, logo, este vírus fala mais de nós do que nós dele.
Temos noticias dessa proliferação desde dezembro de 2019, porém as ações começaram a ser tomadas apenas nas ultimas semanas, com isso muito se falou a respeito das festas de fim de ano, carnaval, festa do peão, manifestações e todos os eventos e lugares onde ocorre aglomeração de pessoas. Uns concordam, outros não, muitos controvertem o tema em discussões politicas em defesa de seus ídolos políticos. Mas será mesmo o caso de, mais uma vez, transformar tudo em uma conversa ideológica?

A irresponsabilidade é igual, seja indo à praia, shopping, cinema ou qualquer lugar onde haja aglomerações.                A política do quem eu apoio é infinitamente menos importante do que a politica do, o que eu posso fazer parar ajudar a conter a proliferação dessa doença. O pensamento corrupto se inicia na irresponsabilidade, nesse caso somos responsáveis pela nossa saúde e de tantos mais. Vale refletir sobre isso, nenhum governante é a salvação de nossa sociedade, a sociedade é sua própria salvação.

Quem somos e qual é a nossa responsabilidade diante dessa realidade assoladora?
Essa deveria ser a real questão, pois somos responsáveis, não apenas por nossa saúde, mas também a de todos que nos cercam, sendo assim é muito mais proveitoso a todos tomar posse da responsabilidade social e não fantasiarmos a possibilidade de sermos invencíveis, pois isso faz parte da corruptibilidade do ser.

É muito difícil nos desprender de hábitos diários, porem necessário neste momento.

Que marca esse vírus deixará em nossa sociedade?
O que esse vírus fala sobre nós?

Democracia na teia

A palavra democracia nasceu na Grécia, na cidade-estado de Atenas, sendo composta pelos radicais, demos e kratos, que significam, respectivamente, povo e governo, ou seja, a democracia é definida, desde a antiga Grécia, como governo do povo.

Durante muitas décadas a democracia, conturbada por natureza, se manifestava de forma assistida, sendo o estado, o maior opositor e cerceador desse processo. Os jornais não informavam, a televisão dava notícias pela metade ou tendenciosas e as rádios andavam na mesma linha e o povo ficava alheio, sem saber ao certo o que acontecia nas cúpulas dos governos - qualquer semelhança com a realidade atual não é mera coincidência –

Felizmente hoje, século 21, temos uma grande aliada, a teia, a rede, as redes sociais, porem as informações que nos chegam, não mais no dia ou mês seguinte, mas em segundos. Isso é um risco para a “espiral do silencio” que se formou, buscando a perpetuação do poder e omissão de informações, corrupção e denúncias.  

Vocês acreditam se eu contar que alguns governantes se queixam das redes sociais?
Dizem que são um perigo a democracia?
Criam leis para inibir a livre informação?

Informação é poder e o poder está em nossas mãos.

É necessário que tenhamos embasamento e responsabilidade para discorrer sobre assuntos que são de estrema importância, mas nunca, de forma alguma, deixar de nos mover, cobrar, denunciar, reivindicar, opinar e usar a voz que é nossa por direito, conquistado com luta, dor e morte de muitos corajosos que encabeçaram o movimento de tomada de poder.

Transparência é a palavra de ordem em nossa sociedade e aquele que a apoia de forma veemente se esconde de si mesmos, para que seus erros não se sobreponham a sua lábia eleitoreira. Cabe a nós o julgamento, cabe a nós treinar os dedos para, ao digitar os nossos votos nos lembremos das ações pregressa dos mesmos, das fichas sujas e limpas e, se anteriormente ocupou cargo público, o quê e de forma o fez.

A democracia está, também, na teia, na rede, em nossas casas, em nossas mãos, cabe a nós usá-la ou dar lado, apenas a nossos gostos particulares e afinidades pessoais.