segunda-feira, 23 de março de 2020

A eminência do fim do mundo, será?


Muitas teorias se formam em maio ao caos. Pessoas de todas as partes do mundo falam em conspiração, castigo e o agir de Deus, será mesmo assim?

Sabemos que somos seres dotados de inteligência, logo não temos instinto e sim reflexos, porem vamos chamar de instinto de sobrevivência tudo oque o medo nos causa. O medo é uma sensação gerada a partir de situações de perigo ou da preocupação de que algo aconteça de forma antagônica ao previsto. Ele pode causar o estresse, a ansiedade e sensações de “luta ou fuga” – luta para enfrentar essas situações e fuga para ficar bem longe delas. Vamos nos ater a luta e fuga.

Luta

Em vias de destruição eminente – que não é o caso – tentamos inconscientemente encontrar motivos lógicos e sensatos para o que está acontecendo, por isso buscamos na filosofia, psicologia e principalmente na fé, um refresco que nos possibilite enfrentar de forma honrosa.

Fuga

Buscamos especificamente na fé não nos sentir responsáveis pela situação, com isso dizemos que está escrito, que Deus não se deixa escarnecer, que é dele toda a vingança e tantas outras coisas do tipo. É normal e compreensível, porém pode não ser bem assim.

Esses pensamentos, infelizmente revelam o pior de nós, pois tentam justificar a nossa frieza em pensar que é necessário, que somos os únicos salvos, que temos que passar por isso, que Deus não se importa em matar justos para punir ímpios, que avisamos, que todos os outros estão no inferno apenas porque não compartilham da nossa fé. Chegamos ao ponto citar textos totalmente fora de contexto para afirmar nossa tese e pensamentos, usamos texto da lei sem levar em conta os apedrejamentos e tantas outras barbáries cometidas na antiguidade, como genocídios e assassinatos justificados pela fé. Eu, em contrapartida, prefiro pensar diferente. Deus diz que não ama, diz que é o próprio amor.

Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:7-8

Como um Deus que se refere a si mesmo como sendo O AMOR, poderia se valer de tanta dor, sentida por tantos inocentes, apenas para afirmar sua justiça, como se fosse um adolescente com birra de seres tão pouco evoluídos, e, como o próprio Jesus disse que nós não sabemos o que fazemos?

Ele não se importa com tolos, e se fossem importantes trataria direto com eles como fez com os mentirosos, Ananias e Safira V, relatados por Paulo, sem causar danos aos justos, se é que existem.

É o fim do mundo!

Não, não é! É apenas mais uma de tantas lições que enfrentaremos. Ninguém está preparado para ser julgado.

Não julgueis para não ser julgados.
Ame ao seu próximo como a ti mesmo.
Doe-se aos pobres.

Acredito que não temos feito nem essas coisas, muito menos as outras tantas que nos são exigidas.

Ainda temos muito o que aprender, ainda temos muito a dar, ainda temos que parar de julgar, temos que parar de nos sentir melhores que os outros por causa de nossa fé, temos que parar de idolatras, não apenas ídolos de barro, como diz a bíblia, mas também a pastores, evangelista e tantos outros grandes artistas pseudocrístão, que rondam a fé das pessoas em busca de benefício próprio.

Temos muito que apender, temos muita humildade para declarar, temos muito que amar e Deus sabe disso.

Ele está triste e não se vingando.

terça-feira, 17 de março de 2020

A voz do virús (opinião)

Noticias desconfortáveis nos atordoam a todo o momento, mortes por todo o mundo e milhares de infectados em uma das maiores proliferações de um vírus de todos os tempos.

Além de todas as preocupações temos visto inúmeras discussões rasas e embates que nada contribuem para o bem-estar de todos, logo, este vírus fala mais de nós do que nós dele.
Temos noticias dessa proliferação desde dezembro de 2019, porém as ações começaram a ser tomadas apenas nas ultimas semanas, com isso muito se falou a respeito das festas de fim de ano, carnaval, festa do peão, manifestações e todos os eventos e lugares onde ocorre aglomeração de pessoas. Uns concordam, outros não, muitos controvertem o tema em discussões politicas em defesa de seus ídolos políticos. Mas será mesmo o caso de, mais uma vez, transformar tudo em uma conversa ideológica?

A irresponsabilidade é igual, seja indo à praia, shopping, cinema ou qualquer lugar onde haja aglomerações.                A política do quem eu apoio é infinitamente menos importante do que a politica do, o que eu posso fazer parar ajudar a conter a proliferação dessa doença. O pensamento corrupto se inicia na irresponsabilidade, nesse caso somos responsáveis pela nossa saúde e de tantos mais. Vale refletir sobre isso, nenhum governante é a salvação de nossa sociedade, a sociedade é sua própria salvação.

Quem somos e qual é a nossa responsabilidade diante dessa realidade assoladora?
Essa deveria ser a real questão, pois somos responsáveis, não apenas por nossa saúde, mas também a de todos que nos cercam, sendo assim é muito mais proveitoso a todos tomar posse da responsabilidade social e não fantasiarmos a possibilidade de sermos invencíveis, pois isso faz parte da corruptibilidade do ser.

É muito difícil nos desprender de hábitos diários, porem necessário neste momento.

Que marca esse vírus deixará em nossa sociedade?
O que esse vírus fala sobre nós?

Democracia na teia

A palavra democracia nasceu na Grécia, na cidade-estado de Atenas, sendo composta pelos radicais, demos e kratos, que significam, respectivamente, povo e governo, ou seja, a democracia é definida, desde a antiga Grécia, como governo do povo.

Durante muitas décadas a democracia, conturbada por natureza, se manifestava de forma assistida, sendo o estado, o maior opositor e cerceador desse processo. Os jornais não informavam, a televisão dava notícias pela metade ou tendenciosas e as rádios andavam na mesma linha e o povo ficava alheio, sem saber ao certo o que acontecia nas cúpulas dos governos - qualquer semelhança com a realidade atual não é mera coincidência –

Felizmente hoje, século 21, temos uma grande aliada, a teia, a rede, as redes sociais, porem as informações que nos chegam, não mais no dia ou mês seguinte, mas em segundos. Isso é um risco para a “espiral do silencio” que se formou, buscando a perpetuação do poder e omissão de informações, corrupção e denúncias.  

Vocês acreditam se eu contar que alguns governantes se queixam das redes sociais?
Dizem que são um perigo a democracia?
Criam leis para inibir a livre informação?

Informação é poder e o poder está em nossas mãos.

É necessário que tenhamos embasamento e responsabilidade para discorrer sobre assuntos que são de estrema importância, mas nunca, de forma alguma, deixar de nos mover, cobrar, denunciar, reivindicar, opinar e usar a voz que é nossa por direito, conquistado com luta, dor e morte de muitos corajosos que encabeçaram o movimento de tomada de poder.

Transparência é a palavra de ordem em nossa sociedade e aquele que a apoia de forma veemente se esconde de si mesmos, para que seus erros não se sobreponham a sua lábia eleitoreira. Cabe a nós o julgamento, cabe a nós treinar os dedos para, ao digitar os nossos votos nos lembremos das ações pregressa dos mesmos, das fichas sujas e limpas e, se anteriormente ocupou cargo público, o quê e de forma o fez.

A democracia está, também, na teia, na rede, em nossas casas, em nossas mãos, cabe a nós usá-la ou dar lado, apenas a nossos gostos particulares e afinidades pessoais.