quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Mundo utópico, realidade possível!

 


Imaginem um mundo onde as coisas dão certo, onde tudo é quase perfeito, boa saúde, educação privilegiada, onde o mínimo é mais que o suficiente e a violência tem preguiça de atuar. Pois é, esse é nosso mais profundo desejo, porém o que vemos é o ser humano deixando a cada dia a essência do humano que existe em seu ser, subvertendo a vida em seus pensamentos até externar em atitudes o estado sombrio que se torna seu coração. Vemos políticos que tem nas mão a chave do bem comum, mas em comum tem apenas o desejo insaciável de poder, de absolutismo sórdido e busca da autoafirmação, a soberania em riquezas e o brilho ególatra por conquistas egocêntricas matando as massas em um genocídio planejado. Vemos ministros religiosos sufocando os fieis com pecados que só os que não estão nos altares têm que deixar, extraindo a cada dia a riqueza da mais profunda pobreza, pobreza que aprisiona, não apenas financeiramente, mas também na alma, nos pensamentos que são proibidos de ter, pois é proibido pensar, onde seguir, cega e subservientemente, é a única lei para os que buscam o que nunca alcançarão.

E se fosse diferente?

Se as religiões se unissem, não em crenças, por assim dizer, mas em atitudes de desprendimento para socorrer e não para serem socorridos, para tirar da miséria ao invés de propagá-la, se os ministros fizessem dez por cento do que apregoam aos quatro ventos, se acreditassem piamente em suas próprias palavras e se a autoajuda dos templos se transformasse em ajuda automática às vitimas desse mundo viu, seria possível começar a cogitar o mundo pretenso por todos.

Se políticos deixassem de marginalizar a política com seus atos, não haveria temor, não haveria reservas para que pessoas realmente honestas e de bem, com objetivos que atinjam a todos, entrassem e concorressem, tornando-se a realidade que almejamos, sem medo de manchar sua história pelos erros alheios. Seria possível que a política deixasse de ser um covil de ladrões transformando-se no ápice do bem comum, onde buscar meios de facilitar a vida de seu povo seja a meta principal. Seria mais fácil viver em um mundo onde o presidente não fosse inimigo do mundo, como se todos estivessem do lado oposto, onde prefeitos, vereadores, deputados, governadores e senadores fossem de um só partido, mesmo que distribuídos em tantos outros, o povo, esse é o partido.

Parece impossível e inalcançável, mas mesmo que pareça utópico e em grande parte é, não é impossível, não é inalcançável, existe um responsável para que isso ocorra, existe quem corra para que isso aconteça, existe alguém que pode mudar nossa história. Sabe quem?